Mundos & Fundos

by O Bisonte

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credits

released March 31, 2012

Live and analogue-recorded at "Estúdios Sá da Bandeira", Porto, Portugal, by João Brandão, with assistance of Cláudio Tavares and Fipu.
Mastered by Robin Schmidt, at "24-96 Mastering".
Slide-guitar of the track "Mundos & Fundos" played by Pedro Afonso.
Readings of the track "Seis Estátuas" by Filipe Santos, Frederico Leite, Guilherme Lapa and Paulo Carvalho.
Lyrics of hidden-track "El Rei D. Sebastião" by José Cid.
All tracks written by O Bisonte.

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O Bisonte Porto, Portugal

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Track Name: Três Vivas
Faz dois anos que não vejo
que é que estes gajos querem
que é que tanto desesperam
não me digas que também te vais afastar
e deixar o mundo a mudar
não nós não somos a vontade nossa
este relevo não nos causa mossa.

mas o que é que interessa,
que os motivos estejam na promessa?
onde é que interessa,
que te tirem o que tens e que só façam troça?
do que é teu e é nosso - Pede e Encarece!
Não me divas que eu não posso!

É, o mundo a teus pés, nas falhas
É, o mundo é o que é, nas gralhas.

Pai, não entendo o que eles querem
Papel mudado diz que ele é mais forte
mas porquê o chapéu branco
porque é que se acham tanto

diz-me o que é que interessa,
que o caminho acabe onde começa?
como é que interessa?! Que merda de coisa é essa?
O que é meu é nosso!
Ora diz lá que eu não posso.
Track Name: Debandada
Eu não sei
quais as coisas que não trouxe para aqui
e não sei
se é este o preço para ficar em ti
já te deixei não te vou carregar
sim, já te deixei, não te quero importunar
há milhares de histórias no alçapão
que virtude de elefante
que vontade de arrastão

Ei! Memórias são pontes de alcatrão
Eu não quis o que te disse
Não te vi como se visse
Onde interessa o que eu sei?

Já tentei que me deixasses levar de ti
até já me dei de todas as vezes que te vi
Não te roguei que me pudesses arrastar
mas sempre pensei que me fosses deixar
há milhares de histórias no alçapão
que virtude de elefante
que vontade de arrastão

Ei! Memórias são pontes de alcatrão
Eu não quis o que te disse
Não te vi como se visse
Onde interessa o que eu sei?
Track Name: Músculo
Pernas e espaços
olhos devassos
sentido estranho
no embaraço
recobro força
os braços pesam
e a cabeça
que os outros levam

Quantos dias, quantas horas passaste a correr
que vontade ignoras para o teu prazer
é na mão, na minha mão
vais e vens de aluvião.
E o sentido do meu motivo
mais o ruído do prometido
no céu parado carrega o fumo
que mais é parte do que me iludo.

Força, distância, mentira da grossa.
Nosso, o filão do poder.

Ei, ei! Não há força que me leve o que sei
Ei, ei! Foi a tua força que eu roubei

Sobra o sentado, demais votado
são as cortinas de um braço bravo
o punho fechado - os dentes entrave
e parto rumando à eternidade.
Será que a saudade te leva a vontade
vira-te e reza.
De joelhos! Reza!

Voltamos estranhos ao embaraço
no recomeço do peito lasso.
Track Name: Golias
Vinte segredos que guardei para saber quem conheceste
um homem grande sequioso de triunfo
desfaz-se em gozo, lá para este.
No oriente há a razão e lá em cima no ar um "porque não?"
Vou e venho, mas que senso há nesta razão?

Uma verdade, dois sentidos, duas perdas
nova sede e a vontade de ter as pedras
para atirar, para matar
quem me resolve quando eu abalar?

Não hei-de ser eu
só posso ser
um ponto fraco
desejoso, inseguro, inapto
não há peso que me prenda no chão!

Querias?
Eu que dava e tu sentias
noventa dias de mordomias
e o poder da ilusão

Que mais segredos hei-de ter
para saber onde estiveste
perder o passo, no teu regaço
e que sentido nesta merda?

Que mais penedos hei-de atirar?
Para acertar, considerar?
No fim quem fica, para me consolar?

Não hei-de ser eu
só posso ser
um ponto fraco
desejoso, inseguro
um ponto fraco
desejoso, inseguro
Track Name: Mundos & Fundos
No meu refúgio
os nós emprego no que se faz interlúdio
em mente são
as partes todas que dividem o coração

No entre muros
pisei as centelhas
que regulam a missão
não há miúdos
o meu retorno
é em parte dizer-te que não

não sei ao que vim
onde está a outra parte do fim?

Onde está?
Não sinto o que prende e me faz de cá.
Onde é que estás?
Não fiques se não sabes o que é perdoar.
Mas onde estás?
Não à chuva do Inverno e ao saber perdoar.
Disse eu ao que vim?
a neve não há-de fazer-se em mim.

O meu subúrbio
mudou-se para a cidade dos muros
refez-se dúbio
cintou-se na pele da tua mão.

Não é por prometeres
por fugires da lembrança de não teres
por fintares o preço da estação
por inventares mais uma forma
de me dizeres que não.
Track Name: Seis Estátuas
Tenho retorno para as frases que tu dizes
as semelhanças com a loucura perderam-se quando te leram a mão
nas quatro paredes que me dão a certeza desta parte
que desastre, não há isqueiro, dinheiro para comprar a tua mão
que desastre, não há isqueiro / dinheiro para comprar a tua mão.
Eu não quero! Não quero ter mais esta corja de pedra,
não me venho no desastre da merda
mas quando é que encerra
o sentido da perda
o desejo que meça
o jardim das pedras
e o sentido das regras…

Eu não quero, que me prendam as mãos
não quero, que sejamos irmãos
que me levem daqui para te dar os motivos
da minha saudade.

Por eu não ser, não querer mudar
por agarrar e querer matar.

Não vais nem vens recomeçar
eu sou peso a destoar.

Só sei que são estátuas.
Estátuas.
Mas eu mato-as.

Vens, vais, ficas e cais
só sei que não quero.
Track Name: Bula
Faz um sacrifício
como parece claro eu sou um rodízio
depois diz-me tudo
Não há recomeço na vontade do futuro

São pedras soltas de união
saudades negras de seres um furacão
mentiras cegas vestidas de compaixão
e no seu próximo passo?
os sapatos do irmão.

E estrada abaixo um corpo só não há-de aguentar
o preço alto e o sentido a desaprovar
As regras fáceis de amigos a desabar.

Vem cá, qual é o preço de ali estar?
ora conta-me outra história
eu juro que não vou… Contar.

Segredos de quem não viu
mentiras parvas
eu não sou quem sorriu.
E os meninos? São para quem?

Os meus motivos nunca hão-de acabar!
Se tomas demais eu hei-de-te estrangular!
Na dose certa o efeito pode matar…
Track Name: Tudo de Bom
Passas os dias a estender a toalha
vira que vira, ela é a tua mortalha
não se faz saraiva enquanto o granizo doer
eu vou-me embora até o mundo me crer

Não me esqueço de ti
eles querem mais um pedaço de mim
logo volto para mais do que um desarme
não há motivos, motivos para alarme

nós estamos bem
um pedaço de morte e estamos bem
nós estamos bem
uma ponta de sorte e estamos bem

Heis que te deixo para eu me encontrar
para tudo partir, para o sopro voltar
e na certeza mil cabrões para me abaterem
dois mil para me verem e duzentas para em entreter.

Nós só vamos por aqui
sofremos no que damos até quando queremos fugir
dises que eu sou capaz, dises que eu sou mordez
pensas que não valho nada, achas que sou uma piada
vemo-nos no fim desta jornada

nós estamos bem
um pedaço de morte e estamos bem
nós estamos bem
uma ponta de sorte e estamos bem

Vai. Tudo de bom.